domingo, 6 de junho de 2010

Festival Combativo de Greve ocorrerá na Usp/Butantã

Nessa terça feira se realizará o festival de Greve, organizado por aqueles que se colocam em defesa do direito legítimo de greve dos trabalhadores e contra a repressão política e de qualquer natureza. O Direito de Greve é claramente cerceado pela ameaça de corte de pontos, pela REItoria, dos trabalhadores em greve, pela ameaça de multas ao sindicato devido aos piquetes, pelo assédio moral das chefias e por toda a intransigência da Reitoria a serviço do Governo e de seus planos precarizantes, seja do trabalho, seja da educação, para a Universidade. Da mesma forma, a repressão está claramente expressa na demissão de Brandão, membro do sindicato, demitido politicamente, no espancamento de estudantes na moradia estudantil da Usp, por membros da Guarda Universitária, na entrada da PM, que completa 1 ano nesse dia 9 de junho e na truculência, seja da PM, seja da Guarda, em relação aos filhos, negros, pobres, da classe trabalhadora, vindos da São Remo que, em algum momento, adentram o território da USP racista e elitista.
Frente a tal quadro, esse festival será como um grito coletivo de resistência que soará, da frente da REItoria, toda a força e convicção daqueles que não permitirão que passem a exploração, o racismo, o autoritarismo, a repressão e que lutarão por uma Universidade distinta da que existe hoje e daquela planejada pelo Governo e pela Burguesia.
O festival começará às 21 horas de Terça-feira no Campus Butantã e contará com a presença de Bnegão, Coletivo Sonoro Radiola e A Banda do Canil. A entrada é livre e o festival ocorrerá em frente ao prédio da reitoria, próximo ao restaurante Central. Todo o fundo será revertido para o fundo de greve dos trabalhadores, a fim de garantir-lhes fundos para suas demandas nesse período de ataque a seu Sindicato e à Classe propriamente dita.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Greve com ocupação na Unesp de Marília! Ainda é tempo de colocar o movimento estudantil das estaduais paulistas de pé junto aos trabalhadores!

Um dos elementos centrais, para além da intransigência das reitorias e da política de direções traidoras como os governistas do STU, que faz com que nossa mobilização estadual ainda não tenha arrancado maiores conquistas é porque o movimento estudantil das estaduais paulistas ainda não resgatou a força que demonstrou na greve massiva de 2007 contra os decretos de Serra, quando houve 51 dias de ocupação de reitoria na USP, 11 ocupações de diretorias na Unesp e 2 ocupações na Unicamp. É porque o movimento estudantil das estaduais ainda não resgatou a força que demonstrou na luta contra a Univesp, pela reintegração do Brandão, contra o regime universitário e para expulsar a polícia USP em 2009. Porque o DCE da USP e da Unicamp estão nas mãos do PSOL e são uma completa paralisia. Porque os estudantes que foram parte dessas lutas profundas acham que este ano não é possível organizar uma mobilização qualitativa. Mas o movimento estudantil de Marília mais uma vez sai à frente, com métodos radicalizados, ombro-a-ombro com os trabalhadores e abre a possibilidade real de romper a passividade e coordenar rapidamente o movimento estudantil estadualmente para colocar todo o movimento estudantil de pé junto aos trabalhadores. Depois que os trabalhadores da USP entraram em greve no dia 5/5 e os trabalhadores da Unesp de Marília entraram em 12/5, começamos a organizar uma greve estudantil. A da Ciências Sociais começou no dia 20/5. Alguns dias depois, foram os estudantes de filosofia que deliberaram por greve. Os cursos de Pedagogia, Terapia Ocupacional, Arquivologia e Biblioteconomia tiraram paralisações em apoio à luta. Tivemos que implodir uma Congregação para obrigar a diretoria a convocar uma Congregação aberta para nos escutar e, quando ela convocou, fez uma manobra para esvaziá-la e impedir as votações “por falta de quórum” e, sentindo a força do movimento, chegou até a dizer que apoiava nossa pauta contra a terceirização do restaurante universitário, jogando a responsabilidade nas mãos da reitoria. Como resposta, organizamos uma assembléia geral com mais de 400 estudantes que votou massivamente a ocupação da direção da faculdade desde 31 de maio dando um novo salto na mobilização. Os trabalhadores da nossa unidade, com uma energia renovada e uma assembléia lotada, votaram seu apoio à ocupação e um trancaço no dia 2/6 que contou com mais de 100 estudantes e trabalhadores paralisando completamente o campus. A assembléia da pedagogia acaba de votar paralisação para toda a semana que vem. Em síntese, o movimento estudantil de Marília mais uma vez volta à cena. É hora de retomar o espírito de luta contra os ataques e contra o regime universitário, assim como os métodos combativos, do movimento estudantil das estaduais paulistas.

Nossa pauta avança junto com nosso método

Ocupar é um método radical que o movimento estudantil vem resgatando nacionalmente. No entanto, essa radicalização dos métodos raramente vem sendo acompanhada de uma radicalização política. Sempre são levantadas apenas reivindicações mínimas dos estudantes, muitas vezes inclusive em caráter defensivo. Quando os governos tentam impor seus planos, como o ensino à distância (no nosso caso, Univesp) ou o REUNI, normalmente se limita a defender a universidade tal como ela é, ficando isolado frente à sociedade que vê estes projetos como uma política de democratização das estaduais paulistas que são das mais elitistas e racistas do país. É isso que o movimento estudantil de Marília começou a forjar uma tradição de questionamento. Se organizamos greves e ou ocupações por aqui em todos os últimos anos, exceto 2008, a do ano passado significou uma primeira mudança de qualidade. Em 2009, demos um exemplo ao contrapor à Univesp a política do fim do vestibular e da estatização das universidades particulares com tamanho peso que os jornais da cidade noticiaram que na nossa greve com ocupação era para que toda a juventude pudesse estudar na universidade pública. Além disso, fomos parte dos setores mais ativos na defesa do Sintusp contra a perseguição anti-sindical e a demissão ilegal do Brandão. Foi em 2009 que arrancamos a promessa do reitor da Unesp, Herman Jacobus, no acordo de fim de greve, de abrir restaurante universitário à noite, para ampliar a política tão restrita de permanência estudantil, porém com contratação de funcionários efetivos, pois a luta contra a terceirização era parte da nossa pauta. Foi pela força que foi ganhando a luta contra a terceirização que a diretoria e todos os congregados se declaram publicamente contra a terceirização. Basta ver as condições de trabalho das trabalhadoras terceirizadas da limpeza para ver como se trata de uma mentira para tentar desarmar nosso movimento que se massifica cada vez mais. Assim, um dos eixos do nosso movimento é obrigar o reitor a concretizar a sua promessa, que tivemos que meter o pé na porta para “lembrá-lo” que já está atrasada há 1 ano. Não contente em demorar tanto, depois de vários meses enrolando, exigindo um relatório de demanda (que já tínhamos organizado de maneira independente há tempos) e recentemente propôs um “teste” com um modelo privatizado e terceirizado por tempo indeterminado. Alerta estudantes da Unesp: esse teste em Marília está sendo proposto como modelo para implementar a mesma política de restaurante para todos os campus. Não passarão! Exigimos a presença do reitor em Marília para negociar a nossa pauta e esperamos que tenha percebido que não vamos nos contentar com promessas! Outro eixo central da nossa greve com ocupação é a solidariedade ativa à greve dos trabalhadores e em pelo atendimento de suas reivindicações. Dessa vez, aprofundamos a aliança entre trabalhadores e estudantes no campus, não somente pela nossa pauta, mas porque estamos pensando e organizando em comum as ações da greve. Agora, votamos na assembléia que as salas das finanças localizadas na diretoria, nas quais os trabalhadores estão trabalhando em regime de plantão para garantir o pagamento, não seria ocupada pelos estudantes. No dia seguinte, organizamos um grande trancaço na universidade juntos. É essa política que queremos aprofundar construindo um comando de greve unificado! Por fim, mas não menos importante, levantamos uma série de demandas específicas dos estudantes como o repúdio a UNIVESP, a contratação imediata de mais professores, melhores condições para os laboratórios e para a biblioteca, dando peso nas questões de permanência estudantil que são essenciais para manter os poucos filhos de trabalhadores que conseguem superar o filtro reacionário do vestibular e entrar na universidade pública. Alerta Diretora Fujita: palavras não bastam para conter a nossa mobilização! Você também vai ter que ceder aos estudantes em luta! Coloquemos o movimento estudantil em todo o estado de pé junto aos trabalhadores de forma coordenada! Podemos arrancar conquistas maiores se unificamos nossa força como estamos fazendo em Marília. É preciso generalizar isso em todo o estado. Por isso, foi muito importante a votação da proposta de realizar o Conselho de Entidades da Unesp-Fatec em Marília nos dias 12 e 13 de junho, para organizar a luta. Vamos continuar dando a batalha em todos os lugares onde estamos pela construção de uma reunião estadual para unificar as lutas, como viemos fazendo junto a outros setores do movimento estudantil da Unesp. Nesse sentido, propomos que convidemos os trabalhadores em da USP, UNESP e UNICAMP e seus sindicatos, assim como o AMOR Crusp e todos os setores em luta para participar de um dia de nosso CEEUF e transformá-lo numa alavanca da mobilização estadual. Também podemos chamar os estudantes da Unicastelo, uma universidade privada de São Paulo que está tendo um ascenso estudantil em apoio a uma greve de professores e funcionários que começou no dia 12/5, chegando a organizar um ato nos últimos dias com mais de 500 pessoas nas ruas da zona leste de São Paulo. Além disso, nós de Marília podemos trabalhar para trazer estudantes das universidades privadas e secundaristas da cidade.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Todos ao ato em repúdio ao massacre feito pelo estado de Israel!


Amanhã, dia 4 de Junho, a partir das 15h no Masp, ocorrerá um ato em repúdio ao absurdo ataque e assassinato que o estado de Israel promoveu aos ativistas que tentavam furar o bloqueio da faixa de gaza e levar mantimentos para o povo palestino, que hoje segue em luta contra a opressão e o massacre cotidianos a que estão submetidos.
O Movimento A Plenos Pulmões estará lá e convoca a todos para nos manifestarmos conjuntamente contra a política assassina de Israel!

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Estudantes de Marília em greve ocupam a diretoria do campus

Os estudantes da Unesp de Marília tem dado um exemplo de combatividade e de aliança concreta na luta das estaduais com os trabalhadores em greve. Neste campus, que na greve do ano passado já havia protagonizado uma importante luta com greve e ocupação das salas de aula, e que até nos jornais da cidade foi noticiado com sua pauta pelo fim do vestibular, colocando que os estudantes estavam em greve para que todos pudessem estudar.
Neste ano, o CACS (centro acadêmico de Ciências Sociais), composto pelo Movimento A Plenos Pulmões e independentes, convocou assembleias para debater a greve das estaduais que se iniciava com os trabalhadores da USP e os problemas de permanência estudantil, um problema constante nas Unesps por conta da expansão de vagas sem aumento de verbas. Foi assim que os estudantes do curso de Ciências Sociais saíram à frente, decretando greve em solidariedade aos trabalhadores, contra a terceirização que a reitoria quer implementar no restaurante universitário daquele campus, e contra a Univesp. Este passo foi seguido pelos estudantes de filosofia, que também aderiram à greve. A partir daí as assembleias dos demais cursos passaram a deliberar pelo apoio à greve dos trabalhadores das estaduais e pelo indicativo de ocupação da diretoria do campus de Marília, que se concretizou no dia 31/5, e permanece ocupada pelos estudantes da Unesp em luta.
Este é um exemplo de luta a todos os estudantes das universidades estaduais paulistas, para concretizar uma aliança efetiva com os trabalhadores que hoje lutam contra a precarização do ensino, que neste ano se apresenta principalmente na quebra da isonomia e no ataque ao direito de greve.
Reproduzimos abaixo o comunicado do Comando de Ocupação:
Ocupação da Diretoria da UNESP/Marília
Em Assembléia Geral realizada nesta segunda 31/05, com a presença de cerca de 350 estudantes, foi deliberada ocupação imediata da diretoria do campus de Marília. Algumas assembléias de cursos já haviam deliberado por pareceres favoráveis ao Indicativo de Ocupação, presente desde a última Assembléia Geral ocorrida em 18/05. Enquanto os cursos de Ciências Sociais e Filosofia entraram em greve e outros decidiram por paralisar nesse entretempo. A mobilização das/os estudantes de Marília tem como eixos básicos a abertura do restaurante universitário, também no período noturno, sendo este público e subsidiado pela reitoria, e não terceirizado como é proposto pelo Reitor, o apoio as/os trabalhadoras/ es em greve nas estaduais paulistas e as pautas específicas de cada cursos que, de maneira geral, expressam os problemas de conjunto na educação superior. A abertura do restaurante universitário no período noturno é uma promessa da greve com ocupação do ano passado, em negociação direta com o reitor em São Paulo, quando este garantiu a abertura do restaurante até o final de 2009. Em 2010, após uma ocupação estudantil temporária no R.U, a Reitoria deliberou que a abertura deste no período noturno seria dada por meio da terceirização. No entanto, desde quando o R.U. fora conquistado em 2007, o movimento estudantil se colocou contra a terceirização do mesmo. Entendemos que esta é uma medida direta de precarização do trabalho, a qual estabelece níveis salariais inferiores, retirando, além disso, direitos trabalhistas conquistados historicamente, colocando obstáculos diretos à organização das/os trabalhadoras/ es. A quebra da isonomia salarial e o cerceamento do direito de greve nos casos das/os trabalhadoras/ es da USP só vêm demonstrar mais claramente a política de ataque à classe trabalhadora dentro e fora da universidade. O corte dos orçamentos públicos recaindo sobre as costas das/os trabalhadoras/ es é sintoma latente do que já ocorre em outros Estados e do projeto político em curto prazo para o país. Retirar direitos, arrochar o salário e reprimir: essa é a cartilha já bem conhecida para salvar as/os exploradoras/ es capitalistas nos momentos de crise. Neste mesmo sentido, o Ensino à Distância (EaD), que toma corpo com a UNIVESP no estado de São Paulo, já faz sentir sua presença no campus: a primeira turma de Pedagogia EaD, com 1300 estudantes, iniciou seus estudos neste ano e já correm os rumores da distanciação do curso de Biblioteconomia para os próximos anos. A falta de estrutura para operar os cursos presenciais também se mostra latente, com diminuição do quadro de professoras/ es e funcionárias/ os efetivas/os, deficiência de materiais de laboratório e políticas de permanência estudantil insuficientes. Sucatear a educação presencial e direcionar os investimentos às áreas que revertem benefícios diretos às grandes empresas, logrando às Universidades Públicas uma educação rebaixada e sucateada, com condições de trabalho precarizadas, somados aos mais de dez anos sem aumento de verbas para o ensino público: eis a fórmula neoliberal para a educação
CONSTRUAMOS A MOBILIZAÇÃO ESTADUAL EM APOIO ÀS/AOS TRABALHADORAS/ ES DA UNESP/USP/UNICAMP!
IMEDIATA REABERTURA DE NEGOCIAÇÕES COM O CRUESP! PELO DIREITO DEMOCRÁTICO DE GREVE!
CONTRA A TERCEIRIZAÇÃO DO RESTAURANTE UNIVERSITÁRIO! INCORPORAÇÃO DAS/OS TRABALHADORAS/ OS TERCEIRIZADAS/ OS SEM CONCURSO PÚBLICO! CONTRA A UNIVESP E QUE SUAS VAGAS SEJAM REVERTIDAS EM PRESENCIAIS!
POR UMA UNIVERSIDADE PÚBLICA, GRATUITA, PRESENCIAL, DE QUALIDADE, À SERVIÇO DA MAIORIA DA POPULAÇÃO! Comando de Ocupação - 01/06/

terça-feira, 1 de junho de 2010

HOJE: debate pelo direito de greve e democracia na universidade


Hoje, às 19h, na antiga biblioteca da faculdade de História da USP, ocorrerá um ato-debate pelo direito de greve e por democracia na universidade.


Convidados:

CLAUDIONOR BRANDÃO (SINTUSP)
FRANCISCO DE OLIVEIRA (CENEDIC, FFLCH-USP)
GILBERTO BERCOVICI (DIREITO-USP)
JORGE LUIZ SOUTO MAIOR (DIREITO- USP)
LUIZ RENATO MARTINS (DESFORMAS, ECA-USP)

Organizadores: Desformas, Cenedic, Movimento a Plenos Pulmões, Pão e Rosas.


Greve da USP ganha as ruas em ato no Butantã




Hoje os funcionários da USP levaram sua greve para as ruas, saindo em uma marcha com mais de 600 pessoas pelas ruas do butantã no entorno da USP. Esta marcha ocorre um dia depois que o holerite de funcionários de diversas unidades da USP, na capital e no interior, vieram com dias de salário descontado. Ontem, em reunião com a comissão da reitoria, os grevistas da USP receberam a garantia de que a medida será revertida através de uma folha avulsa de pagamento e ainda de que Rodas irá emitir uma declaração ao Cruesp pedindo a reabertura de negociações em relação à recomposição da isonomia salarial entre docentes e funcionários que foi quebrada em Fevereiro, e em relação a qual o Cruesp, na última reunião realizada, havia dito que não haveria mais negociações. Hoje haverá nova reunião da reitoria da USP com os trabalhadores em greve. O Movimento A Plenos Pulmões esteve presente no ato de hoje ao lados dos trabalhadores da USP.